História

Fachada

Ter sempre presente que tudo quanto aqui se conta é apenas determinado pelo que não se conta; estas breves notas apenas rodeiam uma lacuna. Não se trata do que foi feito durante anos difíceis, nem de pensamentos, nem de trabalhos, nem de angústias,nem de alegrias, nem da imensa repercussão dos acontecimentos exteriores, nem da constante prova de nós próprios na pedra de toque dos fatos. Apenas não poderá ficar registado no texto aquilo que, quase sempre, transforma um edifício num local de construção de sonhos futuros e com utilidade de tudo o que se faz para nós mesmos sem ideia de proveito.
Em  25 de fevereiro de 1981 foi criada a Cooperativa de ensino com o intuito de responder ao encerramento do Colégio do Sagrado Coração de Maria e e continuar a dar aos alunos uma sólida formação moral e científica.

Assinale-se que nos primeiros anos, a Cooperativa assegurou um serviço complementar de internato, de muita utilidade para emigrantes que, deste modo, a um ensino cuidado, possível pelo número adequado de alunos, adicionavam a segurança de terem os seus filhos ao cuidado de uma Instituição que lhes dedicava uma atenção de natureza familiar.
DSCF4334A criação da Cooperativa e o arranque destas atividades que acabaram por se revelar como complementares da rede de ensino público, contou desde a primeira hora, com o apoio decisivo da Câmara Municipal de Aveiro, que nela viu uma mais-valia importante para uma cidade em expansão.
Durante muitos anos, quando o período de férias letivas o permitia, a Cooperativa alargou a sua atuação desenvolvendo projetos conjuntos com diversos Organismos (FAOJ, DGD, CMA, Sind. Bancários do Norte, Beira-Mar), garantindo o apoio logístico para a realização de campeonatos de diversas modalidades desportivas, campos de férias e visitas culturais para nacionais e estrangeiros.

Desde 1985, a Cooperativa estabeleceu um acordo de cooperação com a AI Portuense (em que intervinha o IEFP), da qual nasceu o CESAI, atual CESAE, com atuação no âmbito do ensino da informática a jovens que optavam por uma via profissionalizante, a quadros de PMEs que procuravam atualização de conhecimentos, de que resultou a cedência de três salas, duas para salas de aula e uma para serviços de apoio.
Pautando a sua atuação pelo desenvolvimento completo do aluno, como indivíduo com capacidade de intervir na sociedade, a Cooperativa sempre pretendeu envolver os docentes em atividades capazes de desenvolver o espírito crítico e respeito pelo património histórico-cultural do nosso país.

Foi, aliás, nesse sentido que no ano letivo de 1996/97 participou num concurso organizado pela revista “Super Jovem” e que conseguiu, com um trabalho premonitório sobre as gravuras do Coa na INTERNET, arrecadar o primeiro lugar a nível nacional. Tal facto possibilitou que os seus alunos representassem Portugal no «Children’s Summit 96» que teve lugar na cidade de Paris com exposição do trabalho na sede da UNESCO.
No entanto, importa salientar que tem sido tónica constante desenvolver também vários projetos, sempre relacionados com o meio envolvente com a história da Freguesia, da Ria, dos costumes tradicionais (danças, cantares, jogos da beira-mar), com o intuito de não esquecer as gerações passadas e o seu legado.

Espaco exterior recreio

É, aliás curioso, que nos últimos anos se tenha registado uma alteração na origem da maior parte dos nossos alunos, os quais passaram a ser, na sua maioria, oriundos da própria freguesia da Vera-Cruz.
Salienta-se que no ano letivo 1996/97, como reconhecimento oficial da ação desenvolvida no campo da educação, pôde a Cooperativa assinar um contrato de associação com o Ministério da Educação.

Com um período de funcionamento diário das 8 às 19 horas o Estabelecimento de Ensino de Santa Joana apresenta um aspeto inovador e de diferenciação relativamente à oferta existente, já que, tal horário permite aos encarregados de educação entregarem os seus educandos com elevado acréscimo de segurança .
Desde o início da sua atividade tem disponibilizado atividades funcionais e refeições durante os períodos não letivos, com especial destaque para o mês de julho, com frequência balnear diária e entretenimento formativo acompanhado.
Hoje, como ontem, a Cooperativa de Ensino continua a partilhar, com igual fervor, as alegrias da vida, os seus trabalhos jamais aborrecidos e jamais fáceis; não é uma sombra, nem o nosso reflexo, mas ela própria; não é um princípio, nem o horizonte dado de uma vez para sempre, mas, em todo o caso, uma totalidade a posteriori que só o será quando cada aluno, cada ser, tenha alcançado a plenitude à qual está prometido.
Por isso é uma escola onde se respeita individualidade e onde todos são reconhecidos pelo nome.  É uma escola que se tranforma numa família com o estabelecimento de laços de amizade entre os alunosque perduram e se selam no tempo.
É uma escola vivida e sentida, com capacidade de iluminar com a palavra o que a capacidade de pensar vai descobrindo…



 

 

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